Insights
15/10/2020
4 min

Pix vai estimular uso de pagamentos mobile

Em 16 de novembro, o Pix, plataforma de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central, estará disponível para a população. Com esse novo meio de pagamento, os consumidores poderão fazer pagamentos de uma forma muito mais simples e ágil: basta escanear um QR Code ou utilizar uma chave Pix. Até o momento, o Banco Central já registrou o cadastro de 33,7 milhões de chaves no Pix desde o dia 5 de outubro, quando o cadastro foi disponibilizado.

 

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Com o Pix, a expectativa é que o uso de smartphones para pagamentos aumente. Segundo a nova pesquisa Panorama Mobile Time | Opinion Box sobre o m-commerce e m-payment no Brasil, publicada em setembro de 2020, 26% dos brasileiros declararam já ter ouvido falar no Pix. Desses, 89% pretendem utilizar esse meio de pagamento.

Mas o uso de smartphones para pagamentos já vem aumentando: as carteiras digitais, por exemplo, já eram uma tendência no início do ano e viram um boom com a pandemia do Covid-19. Agora, o consumidor já está mais adaptado com novas formas de pagamento: a pesquisa apontou que 48% dos brasileiros já experimentaram pagamentos com QR Code.

Os pagamentos por aproximação também registraram alta durante a pandemia do Covid-19. Em seis meses, subiu de 23% para 33% a proporção de internautas brasileiros com smartphone que já realizaram essa forma de pagamento.

 

M-commerce cresce durante a pandemia do Covid-19

A pandemia também impulsionou o m-commerce no Brasil, levando muitos brasileiros a comprarem pela primeira vez através de um aplicativo ou site usando seus smartphones. Em seis meses, a proporção de consumidores móveis – ou seja, usuários de internet que já fizeram compras no m-commerce – evoluiu de 85% para 91%. Ainda, 76% dos consumidores móveis afirmam que, atualmente, fazem mais compras via aplicativos ou sites mobile do que faziam há seis meses.

Não apenas o m-commerce, como o e-commerce como um todo viu um crescimento expressivo durante o período de isolamento social. Segundo um estudo da Kearney sobre os impactos do Covid-19 no comportamento do consumidor brasileiro, o faturamento do e-commerce no Brasil deve atingir R$ 111 bilhões em 2020. Além de estimular a compra online, a pandemia também forçou que alguns setores se reinventassem e trouxessem o seu negócio para o ambiente digital.

 

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Venda por redes sociais aumenta durante a pandemia

A pesquisa ainda mostrou aumento nas vendas via redes sociais. O estudo revelou que 70% dos consumidores móveis já compraram pelo WhatsApp; 40% revelou ter feito compras via Facebook Messenger e 39% pelo Instagram.

Nesse cenário, a adoção do link de pagamento por parte dos lojistas aumenta: com essa solução, é possível enviar um link para o consumidor por meio de um canal de comunicação – como WhatsApp ou mensagens privadas nas redes sociais – que o direciona até uma página de pagamento.

Assim, o lojista pode ampliar seus canais de venda e continuar vendendo apesar do distanciamento social. Segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as compras realizadas à distância no Brasil respondem por 29% do volume movimentado pelos cartões de crédito.

 

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Com um meio de pagamento instantâneo, seguro e democrático como o Pix, os consumidores móveis terão mais uma opção para realizar o pagamento das suas compras online. Ainda, a plataforma estimula a inovação e competição entre os players do mercado financeiro, ou seja: ainda haverá muita novidade pela frente!

 

Quer saber mais sobre o novo método de pagamento do Banco Central? Confira 10 perguntas e respostas sobre o Pix neste artigo.

Paula Martins

Paula Martins is a journalist specializing in Marketing. Her areas of expertise include payment methods, digital payments, and e-commerce. Currently, she works as a Marketing Analyst at PagBrasil. Throughout her professional journey, Paula has provided Digital Marketing consulting services to over twenty companies across Brazil in the Technology, Fintech, and Communication sectors. She has also written for the local newspaper Zero Hora – one of the largest newspapers in the southern region of Brazil – and worked as a freelance writer for the content agency Rock Content, contributing to more than a hundred articles.