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Receber um chargeback é uma situação desagradável para toda loja online. O processo consiste basicamente na solicitação de cancelamento de uma transação feita pelo proprietário do cartão de crédito para o banco emissor. Depois disso, o banco notifica o adquirente, que então informa o processador de pagamentos ou a loja virtual. O valor da compra é debitado da conta do lojista e retorna para o proprietário do cartão. Além de perdas financeiras, o lojista também pode ser penalizado pelo banco ou pelo adquirente quando as taxas de chargeback são muito elevadas, com multas ou até mesmo com o cancelamento da conta do comerciante.
E qual o motivo das solicitações de chargeback? Uma das razões é quando o dono do cartão não reconhece a compra. Nesses casos, ele pode ter sido vítima de fraude ou simplesmente não reconhece o nome da loja na fatura do cartão de crédito. Outro motivo é quando o consumidor não recebe o produto ou serviço. Ainda, há casos em que o proprietário do cartão pratica a autofraude e espontaneamente solicita um chargeback, mesmo tendo recebido o produto ou serviço corretamente.
No Brasil, fazer um chargeback é relativamente fácil: o país possui uma das legislações mais fortes no mundo de proteção aos direitos do consumidor.
Introduzido em 1990, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) já sofreu muitas atualizações. As lojas virtuais devem cumprir com a legislação, que determina, entre seus 199 artigos, que o consumidor tem o direito de compensação por qualquer cobrança indevida. Além disso, o artigo 49 também define que o consumidor tem o direito do arrependimento em até 7 dias após a compra.
Portanto, para emitir um chargeback, o dono do cartão pode simplesmente entrar em contato com o banco emissor e iniciar o processo. E, com o avanço dos serviços financeiros digitais, esse processo se tornou mais fácil do que nunca: os consumidores podem solicitar um chargeback com apenas alguns cliques por meio do aplicativo do cartão.
Receber um chargeback é inevitável, e eventualmente todo e-commerce vai encarar essa situação. A melhor forma de mitigar as taxas de chargeback é por meio de ações preventivas, e trabalhar com uma solução antifraude de confiança é uma delas.
No entanto, existem outras ações que os lojistas podem tomar para reduzir as taxas de chargeback.
Ofereça informações claras sobre o processo de entrega
Muitos consumidores solicitam um chargeback porque acreditam que o produto está levando muito tempo para chegar ao destino. Isso pode ocorrer com lojistas que vendem produtos importados para o Brasil – como e-commerces corss-border ou lojas de drop shipping – ou quando existem problemas com os Correios que estão além do seu alcance – como uma greve, por exemplo. Portanto, é fundamental que o comerciante detalhe a data estimada de entrega no checkout e forneça um código de rastreamento. Além disso, caso ocorra qualquer problema com a entrega, o lojista deve enviar updates regulares aos clientes via e-mail ou SMS.
Otimize o soft descriptor
O soft descriptor é a mensagem que identifica a compra na fatura do cartão e pode ser personalizada na interface de pagamentos do lojista. É importante customizar esse recurso com um nome que o consumidor identifique com facilidade – geralmente com o nome fantasia da loja.
Reembolse o cliente
O reembolso é uma boa alternativa para os chargebacks, já que geram custos de processamento mais baixos e evitam penalidades por parte dos bancos e adquirentes. Sempre exiba a política de estornos e ofereça um canal de suporte adequado ao cliente para evitar chargebacks.
Além disso, outra forma de reduzir as taxas de chargeback no Brasil é oferecendo métodos de pagamento alternativos. A PagBrasil, por exemplo, oferece o Boleto Flash®, que possibilita reembolsos automatizados para o mesmo dia.
Paula Martins is a journalist specializing in Marketing. Her areas of expertise include payment methods, digital payments, and e-commerce. Currently, she works as a Marketing Analyst at PagBrasil. Throughout her professional journey, Paula has provided Digital Marketing consulting services to over twenty companies across Brazil in the Technology, Fintech, and Communication sectors. She has also written for the local newspaper Zero Hora – one of the largest newspapers in the southern region of Brazil – and worked as a freelance writer for the content agency Rock Content, contributing to more than a hundred articles.