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Os desbancarizados criam tendência

Diferentemente de alguns anos atrás, hoje em dia já é possível fazer parte do sistema financeiro sem possuir uma conta bancária. Serviços digitais, geralmente fornecidos por fintechs, oferecem soluções para transferências, pagamentos, câmbio, investimentos, empréstimos e uma ampla gama de serviços que costumavam ser exclusivos de instituições bancárias tradicionais.

O ecossistema de tecnologia financeira está crescendo em todo o mundo. Segundo o Banco Mundial, a inclusão financeira fomentada pelas soluções criadas pelas fintechs desempenha um papel importante na redução da pobreza em todo o mundo e, consequentemente, na melhoria das economias dos países. No Brasil, o cenário não é diferente. Conforme dados da Finnovation, existem atualmente 377 empresas de fintech no país, com cerca de 25% delas dedicadas a fornecer soluções de pagamento inovadoras.

Embora os números do Banco Mundial mostrem um aumento de pessoas com acesso a serviços financeiros, isso nem sempre se reflete em possuir uma conta bancária tradicional. De fato, a cada dia a demanda por serviços independentes aumenta, em particular nas economias em desenvolvimento, onde os obstáculos para abrir uma conta bancária são maiores.

Por exemplo, em países em desenvolvimento, pessoas desbancarizadas permanecem assim por uma série de razões, incluindo a distância de onde vivem e trabalham até a agência bancária mais próxima, baixa confiança nas instituições financeiras, falta de dinheiro, taxas elevadas e até motivos religiosos. O acesso ao sistema bancário tradicional também é negado àqueles em situação de dívida ou que não podem apresentar um comprovante de residência.

 

Como os desbancarizados criaram tendência?

Os bancos tradicionais não conseguiram liderar e assumir a corrida por soluções inovadoras e inclusivas para o setor. Graças a iniciativas bem-sucedidas introduzidas por empresas de tecnologia e adotadas por consumidores em todo o mundo, as instituições financeiras tradicionais também estão criando soluções para atender a um novo tipo de consumidor.

Embora haja 1,7 bilhão de pessoas sem conta bancária no mundo (e mais de 55 milhões no Brasil), o Banco Mundial aponta que 1,1 bilhão da população sem banco tem acesso a telefones celulares. Por essa razão, os pagamentos móveis são a principal alternativa para os sem-banco, com destaque para o WeChat Pay e o AliPay na China e o M-Pesa, no Quênia. No Brasil, soluções como cartões pré-pagos e Boleto Flash® e PEC Flash®, da PagBrasil, também contribuem para a inclusão dos sem-banco.

No geral, optar por permanecer à margem do sistema bancário tradicional não é apenas viável, mas também se tornou uma tendência. A população não bancarizada está impulsionando a criação de novas soluções e os prestadores de serviços financeiros estão focados em acabar com as barreiras para sua inclusão financeira. E como as fintech têm como objetivo oferecer um serviço cada vez mais orientado para o cliente, elas acabam entraram no radar das pessoas bancarizadas também.

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