RoamingPay
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RoamingPay: Desbloqueando pagamentos internacionais em tempo real

Publicado em 13/04/2026 - Atualizado em 14/04/2026

Principais pontos

  • RoamingPay é a nova solução da PagBrasil para viabilizar pagamentos internacionais em tempo real de forma fluida.
  • Ela permite que viajantes realizem pagamentos em tempo real, via QR code ou chaves, de conta para conta no exterior, usando seus aplicativos bancários ou carteiras digitais existentes.
  • A solução conecta instituições financeiras a redes de pagamento locais, sem a necessidade de múltiplas integrações.
  • Os comerciantes recebem o pagamento instantaneamente em sua moeda local, enquanto os usuários pagam em sua moeda de origem.

Nos últimos anos, os pagamentos por QR code transformaram a forma como os consumidores pagam ao redor do mundo, especialmente na América Latina. Sistemas de pagamento instantâneo como o Pix no Brasil impulsionaram a rápida adoção de pagamentos de conta para conta (A2A), permitindo que os consumidores concluam transações instantaneamente usando seus aplicativos bancários ou carteiras digitais.

À medida que esse modelo ganhou tração, surgiram iniciativas para estender essa mesma conveniência além das fronteiras nacionais. Soluções como Pix para pagamentos internacionais e Pix para viajantes internacionais foram desenvolvidas pela PagBrasil para levar a experiência do Pix a cenários internacionais — permitindo que brasileiros continuem realizando pagamentos com Pix enquanto estão no exterior e possibilitando que visitantes internacionais utilizem a infraestrutura do Pix no Brasil durante suas viagens.

No entanto, embora essas soluções demonstrem como os pagamentos instantâneos podem funcionar internacionalmente, elas são construídas sobre o ecossistema do Pix e ainda não abordam a interoperabilidade entre os diversos sistemas de pagamento instantâneo e padrões de QR code existentes ao redor do mundo, como Bre-B (Colômbia), AliPay (China), UPI (Índia), Bizum (Espanha) e os QR codes interoperáveis na Argentina, Paraguai e Peru. À medida que mais países desenvolvem suas próprias infraestruturas de pagamento em tempo real, permitir que esses sistemas se comuniquem entre si se torna o próximo grande passo para os pagamentos internacionais.

Para enfrentar esse desafio, a PagBrasil apresenta o RoamingPay, uma abordagem de nova geração para pagamentos internacionais que elimina a necessidade de estender qualquer sistema de pagamento específico, como o Pix, além de sua infraestrutura doméstica. Em vez disso, conecta instituições financeiras a redes de pagamento locais de diferentes jurisdições, permitindo que viajantes paguem no exterior via QR codes ou chaves de pagamento (ou seja, identificadores de conta como e-mails ou números de telefone), usando seus próprios aplicativos bancários ou carteiras digitais, enquanto o comerciante recebe o pagamento instantaneamente em sua moeda local.

Neste artigo, exploramos a crescente adoção de pagamentos por QR code, especialmente na América Latina; os desafios de viabilizar a interoperabilidade internacional entre sistemas de pagamento locais; e como o RoamingPay ajuda instituições financeiras a oferecer uma experiência de pagamento internacional fluida para seus clientes, sem a necessidade de construir ou alterar a infraestrutura existente.

A ascensão dos pagamentos por QR code na América Latina

Em toda a América Latina, transferências de conta para conta usando QR codes e chaves de pagamento tornaram-se rapidamente um dos principais motores da adoção de pagamentos digitais e da inclusão financeira. De acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, a região registrou o maior crescimento em pagamentos por QR code no mundo. Ao permitir que consumidores paguem diretamente de suas contas bancárias ou carteiras digitais, os sistemas de pagamento baseados em QR oferecem uma alternativa rápida e segura aos pagamentos tradicionais com cartão e o dinheiro.

O Brasil tem sido um importante catalisador dessa transformação. Desde seu lançamento, em 2020, o Pix transformou o cenário de pagamentos no país, tornando os pagamentos instantâneos de conta para conta acessíveis a milhões de consumidores e empresas. A ampla adoção de QR codes dentro do ecossistema do Pix ajudou a normalizar a experiência de simplesmente escanear um código para concluir um pagamento.

Ao mesmo tempo, muitos outros países vêm desenvolvendo suas próprias infraestruturas de pagamento instantâneo e sistemas baseados em QR. A Argentina, por exemplo, construiu um crescente ecossistema de pagamentos via QR conhecido como Transferencias 3.0 (Transferências 3.0), que permite aos consumidores realizar pagamentos digitais em uma ampla rede de estabelecimentos.

Da mesma forma, o Bre-B, um sistema de pagamento instantâneo apoiado pelo governo na Colômbia, conecta diferentes instituições financeiras e carteiras digitais, permitindo que usuários enviem dinheiro entre plataformas. Outras iniciativas também estão surgindo na América Latina e em outras regiões, à medida que reguladores e instituições financeiras reconhecem cada vez mais os benefícios dos pagamentos em tempo real.

À medida que esses sistemas continuam a se expandir, os pagamentos via QR estão se tornando uma expectativa cotidiana para os consumidores na região, com até um quinto dos gastos sendo realizados por meio de pagamentos instantâneos. O que antes era considerado um método inovador agora faz parte da experiência padrão de checkout em muitos mercados, reforçando o papel dos pagamentos instantâneos de conta para conta como um pilar do cenário de pagamentos digitais na América Latina.

Por que os pagamentos internacionais via QR ainda são um desafio

Apesar da rápida adoção dos pagamentos por QR code em diversos mercados, viabilizar essas transações entre países é muito mais complexo do que dentro de um único país.

A maioria dos sistemas de pagamento instantâneo foi projetada principalmente para uso doméstico, construída em torno de regulações locais, moedas e padrões técnicos. Como resultado, cada mercado tende a desenvolver sua própria infraestrutura de pagamentos e especificações de QR code, otimizadas para seu ecossistema interno.

Embora essa abordagem permita que os sistemas de pagamento escalem rapidamente dentro de países individuais, ela também cria fragmentação no nível internacional. Um QR code gerado em um mercado pode não ser legível por aplicações desenvolvidas para outro sistema de pagamento e, mesmo quando os padrões técnicos são compatíveis, diferenças de moeda, processos de liquidação e exigências regulatórias podem dificultar a viabilização de transações internacionais.

Para instituições financeiras, permitir pagamentos internacionais via QR, portanto, exige muito mais do que simplesmente permitir que usuários escaneiem um código no exterior. Envolve gerenciar conversão de moeda, liquidação entre jurisdições, integração com múltiplas redes de pagamento e conformidade com diferentes estruturas regulatórias.

Essa complexidade explica por que, apesar do sucesso dos sistemas de pagamento instantâneo ao redor do mundo, a verdadeira interoperabilidade entre eles ainda é uma das próximas grandes fronteiras dos pagamentos internacionais.

RoamingPay: conectando redes de pagamento locais entre países

À medida que os sistemas de pagamento instantâneo continuam a se expandir globalmente, instituições financeiras buscam cada vez mais formas de estender essas experiências além das fronteiras nacionais. Permitir que usuários paguem no exterior usando seus aplicativos bancários ou carteiras preferidas está se tornando uma oportunidade importante para melhorar a experiência de viagem e ampliar o alcance dos pagamentos digitais.

O RoamingPay foi desenvolvido para tornar isso possível. Criado pela PagBrasil, a solução atua como uma camada de infraestrutura que conecta instituições financeiras a redes de pagamento locais em diferentes mercados. Em vez de construir e manter integrações individuais com a infraestrutura de pagamento de cada país, bancos e provedores de carteiras podem se conectar uma única vez e acessar múltiplos ecossistemas por meio de uma única integração.

Ao gerenciar as conexões técnicas entre redes de pagamento, o RoamingPay permite que usuários realizem pagamentos em tempo real, via QR code ou chaves, no exterior, utilizando os aplicativos bancários ou carteiras que já usam em seu país de origem. O pagamento é processado pela rede local, enquanto o RoamingPay gerencia a camada de interoperabilidade que permite que a transação ocorra entre diferentes sistemas.

Uma vantagem central desse modelo é que ele não exige nenhuma mudança do lado do comerciante. Qualquer estabelecimento que já aceite um método de pagamento instantâneo local (como Pix no Brasil ou Bre-B na Colômbia) pode automaticamente aceitar pagamentos de usuários internacionais. Não há necessidade de contratos adicionais, integrações técnicas ou suporte a métodos de pagamento estrangeiros.

Do ponto de vista do comerciante, a transação permanece totalmente doméstica. O pagamento é recebido pela rede local, na moeda local, como qualquer outra transação. Do ponto de vista financeiro, em muitos casos, o comerciante não consegue distinguir se o pagamento foi feito por um cliente local ou por um visitante internacional.

Essa abordagem simplifica um dos maiores desafios dos pagamentos instantâneos internacionais: permitir que diferentes infraestruturas de pagamento se comuniquem entre si sem exigir integrações bilaterais complexas. Ao mesmo tempo, possibilita que instituições financeiras ofereçam uma experiência de pagamento fluida e uma taxa de câmbio competitiva para seus clientes em viagens internacionais — expandindo significativamente a aceitação sem exigir qualquer ação por parte dos comerciantes.

Como o RoamingPay funciona

Para os viajantes, pagar com o RoamingPay não é diferente de fazer um pagamento instantâneo em seu país. Basta escanear o QR code do comerciante ou inserir a chave de pagamento usando o aplicativo bancário ou carteira digital e confirmar a transação — concluindo o pagamento em sua própria moeda, em tempo real.

Nos bastidores, porém, diversos processos acontecem simultaneamente para garantir que a transação ocorra de forma fluida entre diferentes sistemas de pagamento e moedas:

Etapa  O que acontece 
Início do pagamento  O viajante escaneia um QR code local usando seu aplicativo bancário ou carteira digital. 
Identificação da solicitação de pagamento
 
O RoamingPay reconhece o formato do QR code e obtém os dados da transação na rede de pagamentos local. 

 

Conversão de moeda pelo RoamingPay  O RoamingPay converte o valor da transação da moeda do comerciante para USD ou EUR. 
Conversão de moeda pelo banco  O banco converte o valor de USD ou EUR para a moeda de origem do usuário. 

 

Autorização do pagamento  O usuário revisa a transação no aplicativo bancário, com o valor exibido em sua moeda. Em seguida, confirma o pagamento, e o valor é debitado de sua conta. 

 

Liquidação para o comerciante  O comerciante recebe o pagamento em sua moeda local, em tempo real, por meio da infraestrutura doméstica de pagamentos. 
Liquidação internacional  O RoamingPay gerencia toda a liquidação internacional, incluindo operações, relatórios e todos os aspectos regulatórios e de compliance. 

 

Benefícios para bancos e carteiras digitais

Para instituições financeiras, viabilizar pagamentos internacionais via QR pode abrir novas oportunidades enquanto fortalece o valor de seus serviços digitais existentes. O RoamingPay foi desenvolvido para tornar isso possível sem exigir que bancos ou fintechs construam e mantenham integrações complexas com múltiplas infraestruturas de pagamento estrangeiras.

Principais benefícios

  • Experiências de pagamento fluidas para viajantes: Os clientes podem pagar no exterior usando os aplicativos bancários ou carteiras digitais que já utilizam em seu país, sem precisar baixar novos aplicativos ou se adaptar a sistemas desconhecidos. Isso garante uma experiência consistente e sem fricção durante viagens.
  • Maior controle do relacionamento com o cliente em um cenário competitivo: Ao viabilizar pagamentos internacionais diretamente no aplicativo bancário, as instituições financeiras reforçam sua posição como principal plataforma financeira do cliente, aumentando o engajamento e reduzindo a exposição a concorrentes focados em pagamentos internacionais.
  • Uma única integração para múltiplos ecossistemas: Com uma única integração ao RoamingPay, bancos e provedores de carteiras podem se conectar a diversas redes locais de pagamento, sem necessidade de desenvolvimento adicional. Isso simplifica tanto a implementação técnica quanto a manutenção contínua.
  • Expansão internacional mais rápida: As instituições podem habilitar pagamentos internacionais via QR sem estabelecer integrações diretas com a rede de pagamentos de cada país, reduzindo significativamente o tempo e os recursos necessários para entrar em novos mercados. À medida que o RoamingPay expande sua cobertura, novos mercados passam a ser acessíveis automaticamente, sem necessidade de novas integrações, esforço operacional ou contratos adicionais.
  • Redução da complexidade operacional: O RoamingPay gerencia elementos-chave dos pagamentos internacionais, incluindo a interoperabilidade entre sistemas e a conversão de moeda, permitindo que as instituições foquem na entrega de valor aos seus usuários.
  • Pré-financiamento em moeda internacional: O RoamingPay gerencia o pré-financiamento em moedas internacionais como USD ou EUR, permitindo que instituições financeiras evitem administrar saldos em múltiplas moedas locais, simplificando a gestão de liquidez e tesouraria.
  • Novas oportunidades de receita: Ao viabilizar pagamentos internacionais via QR, instituições financeiras podem gerar novas fontes de receita por meio de taxas de transação, serviços de câmbio e juros provenientes do uso de linhas de crédito.

Uma nova camada para a interoperabilidade global de pagamentos via QR

À medida que os sistemas de pagamento instantâneo continuam a se expandir globalmente, a capacidade de conectar esses ecossistemas terá um papel fundamental na evolução do comércio internacional. Viajantes esperam cada vez mais pagar no exterior usando os mesmos métodos digitais que utilizam em casa, enquanto instituições financeiras buscam oferecer essa experiência sem aumentar a complexidade operacional.

O RoamingPay representa o próximo passo nessa evolução. Ao viabilizar a interoperabilidade entre redes locais de pagamento via QR, a solução permite que bancos e provedores de carteiras ampliem seus serviços além das fronteiras domésticas, mantendo um modelo de integração simples e processos de liquidação eficientes.

Com lançamento inicial no Brasil e na Argentina e um roadmap em rápida expansão que inclui novos mercados na América Latina e além, o RoamingPay foi projetado para ajudar instituições financeiras a participar de uma rede crescente de pagamentos internacionais em tempo real.

Interessado em habilitar o RoamingPay para seus clientes?

Fale com um especialista da PagBrasil para entender como essa nova solução pode apoiar sua estratégia de pagamentos internacionais.

Perguntas frequentes sobre o RoamingPay

1. Quais países são atualmente suportados?

O RoamingPay atualmente suporta pagamentos via QR no Brasil (BRL) e na Argentina (ARS), com planos já em andamento para expansão para outros países da América Latina e também para a Europa. Isso permitirá que instituições financeiras ampliem progressivamente suas capacidades de pagamento internacional via QR, sem necessidade de novos contratos ou integrações técnicas à medida que novos mercados forem adicionados.

2. Quem pode se integrar ao RoamingPay?

O RoamingPay foi desenvolvido para instituições financeiras, incluindo câmaras de compensação, bancos digitais e tradicionais, grandes emissores de carteiras digitais e hubs financeiros que desejam oferecer pagamentos internacionais via QR para seus usuários.

3. Os usuários precisam de um novo aplicativo para usar o RoamingPay?

Não. Os usuários podem pagar utilizando os mesmos aplicativos bancários ou carteiras digitais que já usam em seu país. O RoamingPay atua como uma camada de interoperabilidade que conecta esses aplicativos às redes locais de pagamento via QR no exterior.

4. Como a conversão de moeda é tratada durante a transação?

Quando o usuário escaneia um QR code ou insere uma chave de pagamento, o RoamingPay retorna o valor da transação em uma moeda base (USD ou EUR), permitindo que a instituição financeira do usuário realize a conversão para sua moeda local. A taxa de câmbio é garantida no momento da confirmação da transação, oferecendo transparência e segurança contra variações cambiais.

5. Qual é o prazo de liquidação para o comerciante?

O pagamento via QR é processado instantaneamente. O comerciante recebe o valor em sua moeda local, em tempo real, por meio da infraestrutura doméstica de pagamentos.

6. Quem assume o risco cambial?

A PagBrasil garante a taxa de câmbio na conversão da moeda do pagamento para USD/EUR no momento da transação. O banco emissor é responsável pela conversão de USD/EUR para a moeda local do usuário e pela gestão do risco cambial associado.

7. A solução exige múltiplas integrações?

Não. As instituições financeiras precisam apenas de uma única integração via API do RoamingPay para acessar múltiplos ecossistemas de pagamento via QR à medida que novos mercados são adicionados, sem necessidade de desenvolvimento adicional.

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