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O Pix, método de pagamento instantâneo do Banco Central, completou esta semana três meses de operação e já domina o número de transferências realizadas. Em 2021, foram 286 milhões de operações finalizadas com o método de pagamento, segundo o Banco Central. O número de chaves cadastradas já ultrapassa 159 milhões.
Com o pagamento instantâneo, a especulação era de que o novo meio de pagamento substituiria a TED. Em termos de números de transferências, as TEDs realizadas em 2021 somam 53,2 milhões, ou seja: apenas 18,5% do total do Pix. Mas, quando falamos em valores transacionados, a TED ainda lidera: enquanto o novo método de pagamento movimentou R$ 225 bilhões desde o início do ano, as movimentações com TED chegaram a R$ 2,7 trilhões.
E o que explica esse fenômeno?
O pagamento instantâneo teve grande adesão nas transferências P2P, ou seja, de pessoa para pessoa. Mas os valores movimentados pelas empresas ainda é baixo: as operações B2B representaram somente 2,5% do total do mês de janeiro. Já os pagamentos P2B – ou seja, pessoa para empresa – representam 8,3%. Operações B2P – empresa para pessoa – chegaram a 7,2%. O principal motivo é o receio com relação a cobrança de taxas, além do fato do Pix não permitir parcelar pagamentos.
A adoção do Pix pelas empresas deve aumentar à medida que novos recursos e funcionalidades serão lançados. De acordo com o Banco Central, o novo método de pagamento contará com novos recursos ainda este ano.
• Conta salário: permitirá a movimentação na conta salário por meio do Pix.
• Criação de mecanismo de devolução: em caso de suspeita de fraude ou falha operacional nos sistemas de instituições participantes, o PSP poderá realizar a devolução do recurso do recebedor.
• Saque: possibilitará que usuários realizem saques em dinheiro em pontos de atendimento destinados para este serviço.
• Pagamento por aproximação: permitirá o pagamento via Pix em máquinas de cartão habilitadas com NFC.
• Iniciador de pagamentos: seguindo o cronograma estabelecido no Open Banking, permitirá que os iniciadores possam ser participantes do Pix a partir da implementação das especificações técnicas que serão definidas pelo Open Banking, incentivando a competição.
Além disso, o Banco Central também divulgou que, a partir do segundo semestre, começará a especificar mais dois produtos: o Pix Garantido, que vai permitir o parcelamento de transações no Pix, e o Pix Débito Automático.
Confira mais detalhes na página oficial do Banco Central.
Quer saber mais? Confira a nossa série de conteúdos sobre o novo método de pagamento!
Paula Martins is a journalist specializing in Marketing. Her areas of expertise include payment methods, digital payments, and e-commerce. Currently, she works as a Marketing Analyst at PagBrasil. Throughout her professional journey, Paula has provided Digital Marketing consulting services to over twenty companies across Brazil in the Technology, Fintech, and Communication sectors. She has also written for the local newspaper Zero Hora – one of the largest newspapers in the southern region of Brazil – and worked as a freelance writer for the content agency Rock Content, contributing to more than a hundred articles.