Principais pontos
- O Pix tornou-se uma infraestrutura de pagamento essencial no Brasil, tornando cada vez mais importante que instituições financeiras globais – especialmente as da América Latina – possibilitem pagamentos por Pix em seus aplicativos durante viagens ao Brasil.
- À medida que os viajantes adotam cada vez mais métodos de pagamento nativos dos países que visitam, as instituições financeiras têm a oportunidade de permanecer no centro da jornada de pagamento, em vez de permitir que essa atividade migre para fora de seus próprios canais digitais.
- O RoamingPay permite que instituições financeiras globais mantenham a experiência de pagamento dentro de sua própria plataforma, possibilitando que viajantes no Brasil paguem como um morador local, sem a necessidade de uma conta bancária brasileira.
- Por meio da RoamingPay, os usuários podem iniciar e autorizar pagamentos diretamente em seu aplicativo bancário, enquanto as transações são processadas e liquidadas localmente por meio do Pix no Brasil.
- Ao atuar como uma camada de interoperabilidade entre diferentes ecossistemas de pagamento, a RoamingPay permite que instituições financeiras fortaleçam o engajamento dos clientes, criem novas oportunidades de monetização e reforcem sua posição como provedores digitalmente inovadores de experiências de pagamentos transfronteiriços.
O Brasil tornou-se um dos principais mercados de pagamentos em tempo real do mundo graças ao Pix. De acordo com o relatório Real-Time Payments: Economic Impact and Financial Inclusion, da ACI Worldwide, o Pix contribuiu com US$ 24,6 bilhões (mais de R$ 120 bilhões) para a economia brasileira somente em 2023.
Hoje, o Pix está profundamente integrado ao dia a dia do comércio no país, viabilizando pagamentos instantâneos de conta para conta para mais de 170 milhões de usuários nos setores de varejo, transporte, hospitalidade, comércio eletrônico e transferências entre pessoas.
À medida que o Pix se consolidou como a forma preferida de pagamento no Brasil, ele também passou a ter cada vez mais relevância para viajantes internacionais. Visitantes frequentemente se deparam com QR Codes e chaves Pix em praticamente todos os lugares, desde restaurantes e serviços de transporte até hotéis, espaços de entretenimento e estabelecimentos comerciais locais.
Essa transformação reflete uma tendência mais ampla nos pagamentos internacionais. À medida que mais países desenvolvem seus próprios sistemas domésticos de pagamento, os viajantes passam a encontrar e adotar esses métodos ao realizar viagens ao exterior, reduzindo sua dependência de dinheiro em espécie e das opções tradicionais baseadas em cartões.
Para você ter uma ideia, sete em cada dez viajantes argentinos já utilizaram o Pix durante suas viagens ao Brasil. Em abril de 2026, esses usuários realizaram, em média, 11,2 pagamentos via Pix por pessoa, evidenciando a rápida incorporação do método aos hábitos de consumo dos visitantes internacionais.
Embora isso melhore a experiência de pagamento para os consumidores, também cria um desafio estratégico para as instituições financeiras.
As organizações que conectam os usuários a essas experiências de pagamento são frequentemente as que capturam o engajamento dos clientes, o volume transacional e as oportunidades de monetização. Instituições que não conseguem participar desse ecossistema correm o risco de se tornar menos relevantes na jornada de pagamento à medida que seus clientes viajam para o exterior e sua atividade financeira migra para outros ecossistemas digitais.
O RoamingPay, da PagBrasil, ajuda as instituições financeiras a permanecerem parte dessa jornada. Ao permitir que viajantes paguem QR Codes e chaves Pix diretamente pelos aplicativos bancários que já utilizam, as instituições globais podem conectar seus usuários ao principal meio de pagamento do Brasil, mantendo ao mesmo tempo o controle sobre a experiência do cliente.
Neste artigo, exploraremos como o RoamingPay viabiliza essa experiência, por que manter a propriedade da jornada de pagamento está se tornando cada vez mais importante para as instituições financeiras e como modelos de pagamento interoperáveis podem criar oportunidades de engajamento, continuidade e monetização nos pagamentos transfronteiriços.
O desafio de permanecer no centro da experiência do cliente no exterior
Para instituições financeiras que atendem viajantes internacionais, um dos maiores desafios nos pagamentos transfronteiriços é permanecer no centro da jornada de pagamento à medida que os clientes passam a encontrar e adotar, cada vez mais, métodos de pagamento nativos dos países que visitam.
Quando precisam realizar pagamentos em outro país, a conveniência costuma ser a principal prioridade dos viajantes. Se sua instituição financeira não conseguir oferecer uma forma simples de acessar os métodos de pagamento mais utilizados naquele mercado, os clientes podem recorrer a provedores alternativos.
Isso cria um risco estratégico. Cada pagamento que sai do ambiente digital da própria instituição representa uma oportunidade perdida de engajamento, visibilidade transacional e monetização. Ao mesmo tempo, provedores alternativos de pagamento podem se tornar a principal interface para a atividade financeira dos usuários, enfraquecendo o papel da instituição no relacionamento com o cliente.
O Brasil oferece um exemplo particularmente claro dessa dinâmica. Como o Pix está profundamente integrado ao comércio cotidiano, os viajantes frequentemente se deparam com situações em que ele é a forma de pagamento preferida ou mais conveniente. Instituições financeiras globais que conseguem conectar seus clientes a essa experiência por meio de seus próprios canais estão mais bem posicionadas para permanecer relevantes, enquanto aquelas que não conseguem correm o risco de ceder atividade transacional a provedores concorrentes.
A questão já não é mais se os clientes encontrarão métodos de pagamento locais, como o Pix, durante suas viagens. Isso já está acontecendo. A verdadeira questão é como aproveitar essa oportunidade e permanecer no centro da jornada de pagamento do usuário.
RoamingPay: viabilizando pagamentos via Pix dentro do aplicativo bancário
O RoamingPay foi criado para resolver uma das principais limitações dos pagamentos transfronteiriços em tempo real: os sistemas domésticos de pagamento foram concebidos para operar localmente, o que dificulta que instituições financeiras conectem seus clientes a experiências de pagamento locais sem que essas interações saiam de seus próprios canais digitais.
Ao atuar como uma camada de interoperabilidade entre diferentes ecossistemas de pagamento, a plataforma RoamingPay elimina essa barreira sem exigir que as instituições desenvolvam conexões diretas com sistemas domésticos de pagamento, como o Pix. Em vez disso, elas podem acessar esses sistemas por meio de uma única integração e permitir que seus clientes paguem como moradores locais diretamente em seus próprios aplicativos bancários.
Na prática, isso significa que um viajante no Brasil pode escanear um QR Code Pix ou inserir uma chave Pix e autorizar o pagamento diretamente em sua plataforma bancária habitual. Em seguida, o usuário confirma a transação da mesma forma que faria normalmente, enquanto o pagamento é processado e liquidado localmente por meio do Pix no Brasil.
Esse modelo separa a experiência do cliente da infraestrutura de liquidação que opera nos bastidores da transação. Enquanto os estabelecimentos comerciais continuam aceitando Pix da maneira habitual, os viajantes permanecem dentro do ambiente digital de sua própria instituição durante toda a jornada de pagamento.
Como resultado, as instituições financeiras globais podem participar das experiências de pagamento locais sem abrir mão da propriedade da interação com o cliente. Isso ajuda a preservar o engajamento, ampliar a visibilidade sobre a atividade transacional e criar novas oportunidades de monetização em pagamentos transfronteiriços, enquanto a interoperabilidade e a infraestrutura local de liquidação operam em segundo plano.
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Como funciona: pagando um QR Code Pix por meio de um aplicativo bancário internacional
Para viajantes no Brasil, toda a experiência de pagamento pode permanecer dentro do aplicativo bancário que eles já utilizam em seu país de origem. Os detalhes da transação são apresentados de forma transparente no próprio ambiente da instituição financeira, permitindo que o usuário visualize o valor em sua moeda local, revise as informações do pagamento e autorize a compra antes que ela seja processada e liquidada localmente por meio do Pix.
Por meio do RoamingPay, o fluxo de pagamento funciona da seguinte forma:
- Utilizando seu aplicativo bancário habitual, o viajante escaneia um QR Code Pix ou insere uma chave Pix em um estabelecimento comercial no Brasil.
- O RoamingPay reconhece o formato do pagamento e obtém os detalhes da transação junto à rede de pagamentos brasileira.
- O RoamingPay converte o valor da transação de reais (BRL) para dólares americanos (USD) ou euros (EUR).
- A instituição financeira converte então esse valor para a moeda local do viajante.
- O viajante revisa os detalhes do pagamento diretamente em seu aplicativo bancário, com o valor exibido em sua moeda de origem, e autoriza a transação.
- Após a aprovação, o estabelecimento recebe o pagamento em reais, em tempo real, por meio da infraestrutura doméstica do Pix, enquanto o RoamingPay realiza a liquidação da operação nos bastidores.
Essa estrutura permite que instituições financeiras globais ofereçam uma experiência de pagamento localizada no Brasil sem exigir que os usuários adotem um novo aplicativo ou um novo fluxo de pagamento. Ao mesmo tempo, os estabelecimentos continuam recebendo pagamentos por meio da infraestrutura que já utilizam atualmente, combinando acesso global a pagamentos com liquidação local.
O valor estratégico de possibilitar pagamentos por Pix dentro do aplicativo bancário
Para instituições financeiras globais, oferecer pagamentos via Pix por meio do RoamingPay não se trata apenas de viabilizar transações no Brasil. Trata-se de preservar o engajamento dos clientes, o volume transacional e as oportunidades de monetização que, de outra forma, poderiam migrar para outros provedores de pagamento.
As seções a seguir exploram alguns dos principais benefícios estratégicos e operacionais que esse modelo pode proporcionar às instituições financeiras.
Fortalecendo a principalidade na jornada de pagamento
À medida que os ecossistemas digitais de pagamento se tornam cada vez mais fragmentados entre diferentes mercados, as instituições financeiras enfrentam uma concorrência crescente pela principalidade na jornada de pagamento.
Quando os usuários dependem de aplicativos externos, carteiras digitais de terceiros ou fluxos de pagamento desconectados durante viagens internacionais, esses provedores passam a ser a principal interface para a realização de pagamentos. O banco continua sendo o detentor da conta, mas perde visibilidade sobre a transação e oportunidades de engajamento relacionadas à atividade de pagamento.
Ao permitir que viajantes paguem QR Codes Pix diretamente em seus aplicativos bancários habituais, o RoamingPay ajuda as instituições a manterem a principalidade na jornada de pagamento, mesmo quando os usuários estão interagindo com uma rede de pagamentos no exterior.
Novas oportunidades de monetização
Os pagamentos transfronteiriços representam mais do que simples volume transacional. Eles também criam oportunidades para que instituições financeiras aprofundem o engajamento dos clientes e ampliem a monetização dentro de seus próprios ecossistemas digitais.
Quando a atividade de pagamento ocorre fora dos canais da própria instituição, as oportunidades de visibilidade, interação e oferta de serviços de valor agregado tornam-se mais limitadas. Ao manter a jornada de pagamento dentro do aplicativo bancário, as instituições preservam um maior controle sobre a forma como os usuários interagem com suas experiências de pagamento.
Isso pode criar oportunidades para a oferta de serviços financeiros adicionais e experiências contextualizadas em torno da própria transação, incluindo serviços de câmbio, programas de fidelidade, soluções voltadas para viagens (como seguros de viagem), opções de financiamento e outros produtos financeiros embarcados.
Uma experiência consistente para o usuário além das fronteiras
Um dos maiores desafios dos pagamentos transfronteiriços é manter uma experiência familiar e intuitiva para os usuários quando eles entram em um novo mercado. Por meio do RoamingPay, viajantes no Brasil podem continuar utilizando os aplicativos que já usam e nos quais confiam para realizar pagamentos.
Não há necessidade de baixar um aplicativo separado, criar uma nova conta, aprender um novo fluxo de pagamento ou até mesmo recorrer ao uso de dinheiro em espécie. Em vez disso, toda a experiência de pagamento permanece dentro da interface da própria instituição financeira, ajudando a preservar a continuidade, a confiança e a facilidade de uso para o usuário final.
Acesso a redes de pagamento sem a necessidade de reconstruir infraestrutura local
Uma das maiores vantagens do RoamingPay é permitir que instituições financeiras conectem seus usuários a redes locais de pagamento, como o Pix, sem a necessidade de replicar a infraestrutura doméstica desses sistemas em cada mercado.
Como os sistemas de pagamentos em tempo real são projetados para operar em âmbito nacional, estabelecer conectividade direta envolve uma complexidade significativa em termos técnicos, operacionais e regulatórios. Desenvolver e manter essa infraestrutura de forma independente para cada mercado pode se tornar um desafio crescente ao longo do tempo.
O RoamingPay simplifica esse processo ao atuar como uma camada de interoperabilidade entre diferentes redes de pagamento, permitindo que as instituições ofereçam experiências de pagamento localizadas por meio de um modelo de integração mais centralizado, enquanto as transações continuam sendo liquidadas localmente.
Dessa forma, as instituições financeiras podem concentrar seus esforços na experiência do cliente e na estratégia de produto, enquanto a interoperabilidade e a infraestrutura local de liquidação operam nos bastidores.
Expansão para outros sistemas de pagamentos em tempo real
Com a expansão global dos sistemas domésticos de pagamentos em tempo real, as instituições financeiras estão avaliando cada vez mais como oferecer experiências de pagamento localizadas em múltiplos mercados simultaneamente.
O modelo de interoperabilidade do RoamingPay foi desenvolvido não apenas para o Pix, mas para promover a conectividade entre ecossistemas domésticos de pagamento de forma mais ampla, sem a necessidade de integrações ou contratos adicionais. Isso cria uma base capaz de sustentar a expansão para outros sistemas locais de pagamento sem exigir que as instituições redesenhem a experiência do cliente para cada mercado individualmente.
Mantendo seu aplicativo bancário no centro dos pagamentos transfronteiriços
À medida que os sistemas de pagamentos em tempo real continuam transformando o comércio em todo o mundo, as instituições financeiras têm a oportunidade de assumir um papel cada vez mais relevante na forma como seus clientes realizam pagamentos fora de seus mercados de origem.
No Brasil, isso significa, cada vez mais, conectar usuários ao Pix. No entanto, o valor estratégico vai além de simplesmente oferecer acesso a um método de pagamento local. Ao permitir que os clientes realizem pagamentos por meio dos aplicativos bancários que já utilizam, as instituições financeiras podem manter o engajamento, ampliar a visibilidade sobre a atividade transacional e criar novas oportunidades de monetização ao longo de toda a jornada de viagem.
Ao mesmo tempo, oferecer experiências de pagamento localizadas por meio de uma infraestrutura interoperável pode reforçar o posicionamento da instituição como uma organização digitalmente inovadora, capaz de combinar avanço tecnológico com a confiabilidade e a solidez financeira que os clientes esperam de seu principal provedor de serviços financeiros.
As instituições que conseguirem conectar seus usuários aos ecossistemas locais de pagamento sem abrir mão da principalidade na experiência de pagamento estarão mais bem posicionadas para fortalecer relacionamentos, impulsionar o engajamento e manter sua relevância em um cenário de pagamentos cada vez mais interconectado.
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Perguntas frequentes sobre Pix e RoamingPay
O Pix foi concebido principalmente como um sistema de pagamento doméstico, o que cria desafios estruturais e operacionais para instituições estrangeiras que buscam acesso direto à infraestrutura.
Por isso, modelos de interoperabilidade como o RoamingPay permitem que instituições financeiras internacionais ofereçam pagamentos via Pix mantendo a experiência de pagamento dentro de seus próprios ambientes bancários.
Com o RoamingPay, viajantes no Brasil podem escanear um QR Code Pix ou inserir uma chave Pix utilizando o aplicativo bancário ou a carteira digital que já usam em seu país de origem.
O pagamento é autorizado dentro da própria aplicação da instituição financeira, enquanto a transação é processada e liquidada localmente por meio do Pix no Brasil.
O RoamingPay atua como uma camada de interoperabilidade entre diferentes redes de pagamento.
Ele conecta instituições financeiras internacionais a ecossistemas locais de pagamento, como o Pix, gerenciando a interoperabilidade, a coordenação da liquidação e os processos operacionais transfronteiriços nos bastidores, enquanto usuários e estabelecimentos continuam utilizando experiências de pagamento locais já conhecidas.
Em uma transação Pix tradicional, tanto o pagador quanto o recebedor operam diretamente dentro do ecossistema Pix brasileiro.
Com o RoamingPay, o usuário não precisa ter uma conta Pix no Brasil. Em vez disso, ele realiza o pagamento utilizando o aplicativo bancário ou a carteira digital de seu país de origem, enquanto a transação é processada e liquidada como um pagamento Pix no Brasil.
Não. Embora este artigo seja focado no Pix no Brasil, o RoamingPay foi desenvolvido para conectar sistemas de pagamentos em tempo real de forma mais ampla.
Além de viabilizar pagamentos via Pix no Brasil, o RoamingPay também já oferece suporte a pagamentos por meio dos QR Codes do sistema Transferencias 3.0, na Argentina. O roadmap da plataforma prevê ainda a expansão para outros ecossistemas de pagamento na América Latina, incluindo Paraguai, Colômbia e outros mercados, à medida que a infraestrutura local de pagamentos em tempo real continua evoluindo.
A PagBrasil combina profundo conhecimento do ecossistema de pagamentos brasileiro com experiência comprovada na viabilização da interoperabilidade de pagamentos transfronteiriços em toda a América Latina.
Atualmente, o RoamingPay já é utilizado por mais de 15 instituições financeiras na região, incluindo bancos de referência como Itaú, Galicia, Macro e ICBC. A PagBrasil também opera diretamente com duas câmaras nacionais de compensação, contribuindo para ampliar o acesso a sistemas locais de pagamento nos ecossistemas financeiros da Argentina e do Paraguai.
Essa experiência oferece às instituições financeiras um parceiro confiável para conectar seus usuários a métodos de pagamento locais, como o Pix, ao mesmo tempo em que navegam pelos requisitos operacionais, de liquidação e de interoperabilidade que tornam possíveis os pagamentos transfronteiriços em tempo real.