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Imaginar um mundo em que lojas físicas não participavam do e-commerce parece distante. O hábito de fazer até mesmo as compras mais básicas online se tornou tão recorrente em 2020, fato acentuado com a pandemia de Covid-19 que, em algumas situações, parece fazer mais sentido comprar online e receber em casa do que se deslocar até um local para efetuar uma compra.
E mesmo com as perspectivas do início da vacinação, que pode levar à flexibilização das medidas mais restritivas de distanciamento social, 95% dos brasileiros afirmam que pretendem continuar comprando online após o fim da pandemia, segundo pesquisa do Ebit|Nielsen. A pesquisa ainda estima que o e-commerce brasileiro deve crescer 26% em 2021 e será impulsionado pelo aumento no número de consumidores, consolidação de lojas virtuais locais, fortalecimento de marketplaces e aumento na eficiência logística.
Segundo o Panorama do Comércio Móvel no Brasil, realizado pelo Mobile Time e Opinion Box, as categorias mais populares no m-commerce em 2020 foram Refeições (49%), Roupas (43%), Alimentos (42%), Eletrônicos (33%) e Remédios (30%).
Seguindo essa tendência, os produtos de consumo rápido devem vivenciar um boom em 2021 – especialmente o setor alimentício, com destaque para os supermercados. O crescimento do delivery vivido durante a pandemia mostrou um aumento na participação dos mercados no e-commerce, que passou de 4% para 7%, segundo o Ebit|Nielsen. O crescimento no varejo de autosserviços foi de 96%.
Quer aumentar o seu faturamento e oferecer a melhor experiência para o seu cliente? Destacamos três tendências para o e-commerce em 2021 para ficar de olho. Confira!
Mais opções de frete
O frete grátis costuma ser um grande motivador de compra para o brasileiro. Mas quando o consumidor precisa pagar pelo envio, nem sempre ele está disposto a pagar o frete mais barato e ter que esperar mais tempo para receber a mercadoria. Segundo a Melhor Envio, durante a Black Friday 2020, 49% dos fretes dos Correios gerados pela plataforma foram na modalidade Sedex, indicativo de que entregas rápidas também são muito apreciadas por consumidores.
Clubes de assinatura e pagamentos recorrentes
Segundo levantamento da Betalabs, o mercado de clubes de assinaturas – que em 2019 movimentou cerca de R$ 1 bilhão – cresceu 12% em 2020. São quase 4 mil negócios no Brasil, ante 300 empresas atuando no setor em 2015.
E junto com os clubes de assinatura, a modalidade de pagamentos recorrentes também se firmou como tendência. E aqui, não falamos apenas da cobrança automática no cartão de crédito. Nesse modelo de negócios, entram também os métodos de pagamento tradicionais, como o boleto bancário e cartão de débito, amplamente utilizados pela população brasileira no e-commerce.
Maior variedade de métodos de pagamento
E por falar em pagamentos, vale destacar a necessidade de oferecer uma ampla variedade de métodos de pagamento no e-commerce. O Pix, que teve sua estreia pelos bancos no dia 16 de novembro de 2020, deve se popularizar no e-commerce. Com isso, aumenta também a adesão das carteiras digitais no comércio eletrônico.
Mas o tradicional boleto bancário não vai deixar de existir tão cedo: o segundo método de pagamento mais utilizado pelos brasileiros no e-commerce seguirá por um bom tempo.
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Paula Martins is a journalist specializing in Marketing. Her areas of expertise include payment methods, digital payments, and e-commerce. Currently, she works as a Marketing Analyst at PagBrasil. Throughout her professional journey, Paula has provided Digital Marketing consulting services to over twenty companies across Brazil in the Technology, Fintech, and Communication sectors. She has also written for the local newspaper Zero Hora – one of the largest newspapers in the southern region of Brazil – and worked as a freelance writer for the content agency Rock Content, contributing to more than a hundred articles.