A interoperabilidade de sistemas de pagamento – ou seja, a capacidade de diferentes redes, instituições financeiras e plataformas tecnológicas se comunicarem e trocarem dados de forma transparente, permitindo que o dinheiro flua entre elas sem atrito para o usuário final – tornou-se o fator decisivo para o sucesso em um cenário financeiro global transformado pela revolução dos pagamentos instantâneos.
Soluções como Pix (Brasil), FedNow (Estados Unidos) e SEPA Instant (União Europeia) se consolidaram como ferramentas indispensáveis para consumidores e empresas em seus respectivos mercados.
Só que esse avanço veloz criou um paradoxo difícil de ignorar: ao fortalecer os sistemas locais, os países acabaram construindo ecossistemas fechados, com padrões próprios, regras específicas e barreiras técnicas.
Embora esse avanço tenha criado ecossistemas locais robustos, o próximo grande passo para o comércio global está em conectar essas pontas, superando a fragmentação para escalar negócios internacionalmente.
Para empresas de setores como e-commerce, SaaS, turismo e games, essa falta de interoperabilidade representa um desafio real quando se tenta integrar métodos locais em plataformas globais.
É nesse ponto que a expertise local se torna uma peça-chave.
Continue lendo e entenda por que a interoperabilidade de sistemas de pagamento é um dos maiores obstáculos para o comércio cross-border e como contorná-lo.
O que é interoperabilidade de sistemas de pagamento?
Interoperabilidade de sistemas de pagamento é a capacidade de diferentes plataformas, redes e tecnologias financeiras se comunicarem entre si de forma fluida e segura, mesmo quando operam sob regras, moedas ou jurisdições distintas.
Na prática, significa permitir que um pagamento iniciado em um sistema seja concluído em outro, sem que o usuário final perceba a fricção ou complexidade que permite a operação.
Essa interoperabilidade pode ocorrer em três níveis distintos:
- Técnico: relacionado à compatibilidade entre padrões de comunicação, como protocolos de API, formatos de dados (como o ISO 20022) e infraestrutura tecnológica.
- De negócios: envolve aspectos como acordos entre instituições, modelos de liquidação e tarifas aplicadas em transações entre países ou redes distintas.
- Regulatório: refere-se ao cumprimento das normas locais e internacionais, incluindo leis de compliance, regras cambiais, proteção de dados (como GDPR e LGPD) e requisitos específicos de cada mercado.
Quando essas três camadas operam em conjunto, a interoperabilidade se torna possível. Mas esse alinhamento ainda é raro no cenário global.
O cenário atual: por que a conexão entre sistemas locais exige expertise?
Apesar do avanço dos pagamentos instantâneos ao redor do mundo, esses sistemas foram desenvolvidos com foco em seus próprios mercados domésticos.
Cada país criou sua solução com base em necessidades locais, marcos regulatórios específicos e infraestrutura própria, o que gerou uma fragmentação natural.
Do ponto de vista técnico, os padrões variam significativamente. Enquanto alguns países adotam o ISO 20022, outros ainda operam com estruturas legadas ou APIs proprietárias, dificultando a comunicação entre redes distintas.
No campo regulatório, as diferenças são ainda mais evidentes. Leis cambiais, exigências de compliance, proteção de dados e regras sobre prevenção à lavagem de dinheiro variam entre regiões, exigindo adequações específicas para cada transação cross-border.
Os modelos de negócios também não são padronizados. Há variações nos tempos de liquidação, tarifas cobradas, níveis de responsabilidade entre as partes e regras de estorno.
Esse conjunto de barreiras torna inviável uma interoperabilidade nativa entre sistemas como Pix, FedNow ou UPI, exigindo soluções especializadas para preencher essas lacunas.
O Pix como estudo de caso: do sucesso local à conexão global
Desde seu lançamento pelo Banco Central do Brasil, o Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro.
Com adoção massiva por pessoas físicas como método de transferência e de pagamentos, o Pix superou TED, boletos e até o dinheiro em espécie em muitos contextos.
Essa popularidade evidenciou uma oportunidade clara: conectar esse sistema eficiente ao resto do mundo, superando o isolamento operacional inicial.
Embora o Pix seja eficiente, seguro e altamente funcional dentro do Brasil, ele foi desenhado como uma infraestrutura local.
Para uma empresa global que opera a partir dos Estados Unidos, Europa ou Ásia, não é possível conectar diretamente sua plataforma ao Pix, pois isso exigiria conformidade com a regulação brasileira, contratos com instituições locais e adequações técnicas específicas.
Esse cenário cria a necessidade de um parceiro local, com infraestrutura já conectada ao Pix e com domínio das exigências do mercado – como é o caso da PagBrasil.
A PagBrasil não apenas conecta empresas ao sistema brasileiro, mas expande as fronteiras do Pix para criar uma interoperabilidade real. Exemplo disso são as soluções proprietárias Pix Internacional e Pix Roaming.
Enquanto o Pix Internacional permite que brasileiros utilizem o método para compras em estabelecimentos físicos no exterior com conversão de moeda em tempo real, o Pix Roaming resolve o caminho inverso: permite que turistas estrangeiros paguem com o Pix no Brasil utilizando os aplicativos financeiros de seus países de origem. São tecnologias que transformam o Pix de uma ferramenta doméstica em um protocolo de comunicação global.
Por que a integração eficiente é vital para e-commerces globais?
Para empresas globais que operam em diversos mercados, a ausência de interoperabilidade entre sistemas de pagamento representa um entrave real à escalabilidade, à experiência do cliente e à eficiência financeira.
Saiba mais sobre os impactos desse gargalo a seguir.
Aumento do custo operacional e complexidade de integração
Cada país exige contratos específicos, integrações distintas de API e adaptação às regulamentações locais.
Isso aumenta o tempo e o custo de entrada em novos mercados, reduzindo a agilidade da operação.
Além disso, manter múltiplas integrações simultâneas gera um overhead técnico e de compliance contínuo.
Impacto negativo na experiência do cliente (UX)
Quando o sistema global de pagamentos de uma empresa não oferece métodos locais (como o Pix no Brasil), o consumidor encontra barreiras no checkout.
Isso impacta diretamente as taxas de conversão, principalmente em mercados emergentes, nos quais métodos instantâneos são amplamente preferidos.
Dificuldades na gestão financeira e repasses
Operar com múltiplas moedas, regras cambiais e cronogramas de liquidação distintos complica o controle financeiro.
Empresas precisam lidar com delays nos repasses, reconciliações manuais e flutuações cambiais que impactam a previsibilidade de receita.
Como a PagBrasil resolve a complexidade dos pagamentos no Brasil para empresas globais?
Em um cenário marcado por fragmentação e barreiras regulatórias, a PagBrasil atua como a ponte que conecta empresas globais ao ecossistema de pagamentos brasileiro.
Por meio do Modelo de Intermediação, a PagBrasil assume toda a operação local, desde a integração com o Pix até o compliance fiscal, a liquidação em reais e o suporte regulatório.
Na prática, isso significa que a empresa global realiza apenas uma integração via API com a PagBrasil.
A partir daí, ela passa a oferecer métodos de pagamento essenciais no Brasil, como Pix, cartão de crédito nacional e boleto bancário, sem precisar firmar contratos com bancos locais ou lidar diretamente com obrigações fiscais e cambiais.
A PagBrasil também cuida da gestão dos repasses em BRL, permitindo que o parceiro internacional tenha total controle e visibilidade sobre suas receitas no país.
Esse modelo reduz drasticamente o tempo de entrada no mercado, elimina complexidades operacionais e assegura conformidade com as normas brasileiras, tudo sem comprometer a escalabilidade global da plataforma.
Interoperabilidade é o futuro, mas a expertise local resolve o presente
A fragmentação dos sistemas de pagamento ao redor do mundo é um desafio crescente para empresas globais que buscam escalar com eficiência em mercados estratégicos.
Embora a interoperabilidade total entre redes como Pix, FedNow e SEPA Instant seja uma meta em construção, a realidade atual exige soluções práticas e viáveis.
Para operar no Brasil, um dos mercados mais dinâmicos e complexos do mundo, é essencial contar com um parceiro que compreenda a regulação local, tenha a infraestrutura já integrada aos meios de pagamento nacionais e ofereça suporte contínuo às operações.
A interoperabilidade total entre redes mundiais é o horizonte, mas a PagBrasil jácaminha neste sentido. Ao dominar a tecnologia que permite tanto o brasileiro comprar lá fora via Pix Internacional quanto o estrangeiro pagar aqui via Pix Roaming, a empresa se consolida como a ponte definitiva para o comércio cross-border. Contar com essa expertise significa contornar as barreiras técnicas e regulatórias do presente, garantindo que o seu negócio esteja pronto para a escala global agora.
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