Tipos de fraude com cartão – Parte 2: fraude amiga

No primeiro artigo da nossa série sobre tipos de fraude com cartão, abordamos as características do mercado brasileiro e a fraude do cartão não presente. É inegável que o passo do comércio varejista tradicional para o e-commerce abriu as portas para uma maior variedade de fraudes com cartão. Um comerciante que possui uma loja física tem à sua disposição distintas formas de verificar que a pessoa utilizando o cartão é de fato o titular do cartão, principalmente com o avanço dos cartões com chip, que requerem uma senha para confirmar a transação. O ambiente online, por outro lado, oferece uma série de desafios para os comerciantes e provedores de serviços de pagamento. Em muitos casos, inclusive utilizando avançadas ferramentas de prevenção de fraude, é difícil ter certeza que a pessoa utilizando o cartão é realmente o titular. Além disso, existe um tipo específico de fraude com cartão que pode ser bastante problemático para os lojistas online: a Fraude Amiga.

 

 

O que é a fraude amiga?

 

Ao contrário de outras formar de fraude de cartão não presente, geralmente, com a fraude amiga o comprador é o legítimo titular do cartão. Esta fraude com cartão ocorre quando o comprador realiza a compra, mas intencionalmente solicita o estorno ao receber os produtos ou serviços adquiridos.

 

De modo geral, a fraude amiga pode ter duas naturezas: intencional e acidental. O primeiro tipo se enquadra na descrição acima e é o equivalente online do furto em lojas físicas. No entanto, o tipo acidental de fraude amiga normalmente acontece porque o titular do cartão não reconhece a cobrança em sua fatura do cartão de crédito. Em muitos casos, este erro é provocado porque uma pessoa próxima ao dono do cartão realizou uma compra com o seu cartão, sem sua autorização. Outra situação frequente que pode levar o consumidor a solicitar o estorno erroneamente é a falta de informação ou clareza de informação sobre a empresa e os produtos ou serviços adquiridos na fatura do cartão de crédito.

 

Para evitar a fraude amiga acidental, é importante definir uma mensagem para ser mostrada na fatura do cartão. Também conhecida como “soft descriptor”, esta mensagem é crucial para ajudar os compradores a identificar a compra. A PagBrasil, por exemplo, permite que seus comerciantes personalizem este “soft descriptor” em um texto que diferencia entre letras maiúsculas e minúsculas, limitado a 13 caracteres, incluindo espaços. A empresa também requer aos seus clientes que informem ao comprador final a mensagem que será exibida na fatura do cartão, tanto na página de confirmação como por e-mail.

 

A fraude amiga é praticamente impossível de detectar já que, em muitos casos, os próprios pagamentos são legítimos. Por isso, recomenda-se recomenda que os lojistas tomem tempo para conhecer melhor o comprador antes de capturar a transação e realizar o envio dos produtos ou disponibilizar um serviço. Por este motivo, a PagBrasil oferece aos seus clientes uma opção de pré-autorização que lhes permite reservar o valor total no cartão de crédito do comprador e fazer a captura posteriormente. Esta opção dá aos comerciantes online tempo para realizar verificações adicionais e reduzir os níveis de fraude.

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